
Já escrevi sobre Felipe.
Já escrevi sobre Igor.
Já escrevi sobre Renato Gurgel.
Já escrevi sobre Carlos Júnior.
Já escrevi sobre Camila.
Já escrevi sobre Gustavo Pinho.
Já escrevi sobre Marco Aurélio.
Mas nunca escrevi sobre mim.
Não dessa forma.
Mesmo que a tarefa de auto-descrição seja árdua (porque enseja o equilíbrio adequado entre arrogância e modéstia) e traiçoeira (porque requer uma transparência que depois pode ser usada contra você), cheguei à conclusão que seria bom evidenciar como meus olhos fisicamente míopes me vêem. Talvez isso ajude a quem interessar entender esse ser aparentemente complexo que sou.
De alguma forma, este blog expressa o que sou, o que penso, o que sinto. Mas não expressa diretamente como eu me vejo. Esse é um exercício sobre o qual nunca me debrucei.
Mas tem sempre a primeira vez para tudo.
Prazer, sou Adriano.
Nasci aos 13 dias de abril de 1977, 1024 anos depois do matemático iraquiano Abu Bekr ibn Muhammad ibn al-Husayn Al-Karaji, sobre quem não sei porra nenhuma. Tá bom, o cara não era famoso mesmo…
Quer tentar Thomas Jefferson (1743) e La Fontaine (1695)?
Pelo bem da informação útil que todo jornalista, como eu, deve prezar, deixo-os saber que no dia do meu aniversário, em 2002, cadernetas de poupança renderam 0,7309% (e eu nem tinha caderneta de poupança então!) e, graças a Deus, Roseana Sarney desistiu de se candidatar à Presidência da República. Presentão de aniversário!
Prefiro me considerar um cara de boa essência, mas isso não significa que estou isento de defeitos. Pelo contrário… Tenho muitos!
Diria que meu pior defeito é a incapacidade de deixar as coisas sem resposta. Sempre tenho algo pra dizer quando tentam me desafiar, agredir, ridicularizar…
Entre outras coisas, sou estressado. Facilmente irritável.
Não tenho muita paciência para lidar, principalmente, com gente burra e/ou criaturas que, apesar de ter tido a mesma formação que eu, não sabem a diferença entre um “estar” e um “está”. Atribuo isso à minha inteligência e à minha facilidade de aprendizagem. Foi mal, mas esqueci e desligar o modo #arrogância…
Não sou nenhum Machado de Assis, mas, dentre várias coisas, prezo a Língua Portuguesa, bem falada, bem escrita, com concordâncias corretas. Das poucas certezas que tenho sobre mim é que falo e escrevo bem em Português e em Inglês.
Sem prejuízo de análise crítica quanto ao imperialismo norte-americano (recuso-me a chamar estadunidenses como americanos, da forma como estes geralmente querem – como se a América não fosse constituída pelas Américas do Sul e Central…), sou entusiasta da Língua Inglesa, na qual tenho fluência incomum, sem falsa modéstia e hipocrisia. Já falei sobre isso aqui.
Desculpem mas nada que me falem vai mudar esses fatos. Somente vai mudar minha abordagem quanto a eles. Quem sabe…
Em grande medida, me considero um cara que não é hipócrita. Por ojerizar hipocrisia, consequentemente odeio suas materializações como eufemismos do tipo “moreno escuro” em vez de “negro”. Eufemismos escondem uma falsa pose de correção política, com a qual não concordo. Prefiro a verdade crua aos eufemismos porque costumam adiar seus efeitos catastróficos.
Não sou ateu. Não nego a existência de Deus, a quem imagino como um enorme Cristo Redentor, mas sou crítico contumaz da Igreja Católica e seu modus operandi. Quem mais matou e roubou na Idade Média? Lembram da Inquisição e da venda de indulgências? Lembro ter lido sobre isso nos tempos do colégio, mas os santíssimos senhores bispos e padres parecem ter uma conveniente memória curta. E ainda ficam apontando a Igreja Universal do Reino de Deus! É o capeta da hipocrisia agindo…
Para mim, hipocrisia e cinismo andam de mãos dadas. Talvez por isso tenha tanta dificuldade em entender porque a morte de alguém é imediatamente seguida de “canonização” e “limpeza” do caráter do defunto. O cara pode ter sido um filho da puta a vida toda, mas basta que morra para que ele vire “uma pessoa íntegra, honesta, de que todos gostavam”. Não entendo mesmo.
Não sou interesseiro, mas isso não significa que sou altruísta desmedido. Não faço coisas com o objetivo de receber favorecimento pessoal mais tarde. Faço, ajudo, mas valorizo um bom “muito obrigado”, reconhecimento. Confesso. E quem não consegue reconhecer isso no trato comigo costuma exercer efeito contrário: em vez de meu interesse em ajudar, recebe desprezo momentâneo.
Na média, sou um cara calmo, com atitude tranquila e com uma aparente “cara de quem caiu no mundo de para-quedas”, que se altera nos momentos em que noto que alguém está tentando me enganar. Aí, fico irreconhecível. Coisa de camisa-de-força mesmo.
Por mais que eu diga, não consigo odiar ninguém. Quando falo que odeio alguém, é pura forma de expressão. Dizem por aí que nutrir sentimentos de ódio faz muito mal, mas essa não é a justificativa para eu não odiar ninguém. Só não consigo, o que acho que é uma prova da minha boa essência. Canonizem-me logo!
Até gostaria de odiar as pessoas que me fizeram mal porque isso funcionaria como um sentimento de autopreservação. Mas não consigo.
Não é que não seja diplomático. Sou, mas não o tempo todo. Depende de como o manual de instruções me orienta. Creio que todo mundo tem um manual de instruções. Costumo consultá-lo e, na medida do possível, uso suas orientações. Talvez isso explique porque me dou tão bem com pessoas que costumam ser taxadas de difíceis. Tenho meus méritos nessa tarefa.
Sou bem humorado, mas isso não significa que sou palhaço e tampouco gosto de ser tratado como tal. Adoro humor negro e besteirol, o que pode levar à constatação de que não tive infância. Isso é verdade. Tanto que, nos idos tempos do Orkut, usava o Bozo como um alter ego. Talvez algumas pessoas convenientemente tenham aproveitado esse fato pra me taxar de palhaço!
Sou entusiasta da tecnologia, principalmente no que se trata da cibercultura, o que pode explicar o fato de que sou relativamente viciado em Internet.
Sou tímido. Observo muito antes de dar passos em direção a ambientes e pessoas novas. Quem me vir devidamente ambientado em um lugar ou em uma situação terá dificuldades em dizer que sou tímido. Sou calado, até que o desconforto inicial se dissipa.
Depois que isso acontece, viro uma mala verborrágica sem alça e sem rodinhas. Nunca soube se isso é um catalizador pro número de pessoas com quem mantenho boas relações de coleguismo ou amizade (Isso mesmo! Não chamo amigo todo mundo que conheço).
Falando em amizades, eu as valorizo muito, desde que eu veja reciprocidade. Caso contrário, isso exerce o efeito contrário em mim. Sou carente. E quem não é? Por que eu seria diferente?
Tenho depressão, que se manifesta em situações-limite. Já falei disso aqui. Já até pensei que sou bipolar, mas desisti desse diagnóstico porque preferi ser eu mesmo.
Sou Adriano e quero que me vejam como tal.
Prazer.
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16/06/2011
Categorias: Pessoal . Tags:Adriano Rodrigues, auto-descrição, coordenadas . Autor: Adriano Rodrigues . Comentários: 5 Comentários